quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Defesa da esperança

Meu artigo publicado na Gazeta de Alagoas, no Vermelho, na Tribuna do Sertão, no Tribuna do Agreste, no pcdobalagoas.org.br e no Santana Oxente:

 

Há graves distorções nas atuais eleições presidenciais no Brasil como a virulenta campanha da grande mídia hegemônica oligárquica, familiar, junto às orientações do complexo de informação global, na tentativa de desmoralizar a democracia no País arduamente conquistada após 21 anos de arbítrio.

Para que metade da riqueza global ficasse com 1% de biliardários o “Mercado” impôs aos povos o pensamento único fascista, deseja esmagar as causas progressistas, soberania das nações, a esperança em um mundo melhor para os indivíduos, as sociedades.

As eleições presidenciais no Brasil inserem-se nesse contexto usado contra as nações dos BRICS em contínuos ataques especulativos às finanças internas, repulsa à autonomia desses países.

O que a grande mídia, o rentismo, fomentam diariamente é o ódio alucinado, a denúncia, julgamento, condenação sumária dos que a eles se opõem, a seus interesses.

Esculpem suas alternativas eleitorais e as destroem quando lhes convém. A candidatura Aécio Neves insípida, sem estatura, é parte desse projeto. Porém o mais grave tem sido o incentivo doentio dessa grande mídia ao nojo ideológico.

O Brasil ao tempo que vive um pleito eleitoral para escolha do seu futuro presidente pari passu convive com outro fenômeno: setores do  “Mercado” financeiro agem contra a democracia, fazem a defesa do golpe político-midiático. Como uma espécie de imitação da República do Galeão de redação.

A atitude do deputado Jean Wyllys, dos jornalistas Xico Sá, Fernanda Escóssia, do cineasta César Charlone, da direção da Rede contrária ao apoio a Aécio, do presidente do PSB Roberto Amaral, Luciana Genro, deputados do PSOL, de muitos intelectuais, além do apoio a Dilma é claro repúdio ao golpe midiático arquitetado à luz do dia.

Algumas pessoas que votam em Dilma dizem estar sob coação como à época da ditadura. Deve-se afirmar sem bravata: combatam com ideias não aceitem provocações, meio de cultura que se deseja, defendam a esperança, sem receio, pela vitória em 26 de outubro.

Mas o que está em curso, além dessa campanha eleitoral, é a luta contra o espectro mundial do Fascismo do Século XXI, difuso, alienante porém não menos feroz, obscurantista.
 
É incontornável, estratégica, a peleja em defesa do Brasil soberano, democrático, do progresso econômico, da justiça social.
 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Avanço ou retrocesso

Meu artigo publicado na Gazeta de Alagoas, no Vermelho, na Tribuna do Sertão, no Tribuna do Agreste, no pcdobalagoas.org.br e no Santana Oxente:


O segundo turno das eleições presidenciais mostra a face real do confronto político existente no País que se agudizou nos últimos anos.

Não é preciso ser expert na matéria para constatar que o Brasil, as nações que compõem os BRICS, sofrem sistemáticos ataques especulativos nas finanças internas, no tecido social e institucional.

As denúncias de Edward Snowden, Julian Assange sobre as estratégias dos Estados Unidos contra os povos, cidadãos, nações emergentes não são futuristas, fazem parte do cotidiano que testemunhamos.

A crise capitalista iniciada em 2008 que mergulhou os EUA, a Europa numa catástrofe econômica com trágicos desdobramentos sociais, longe de esmaecer continua a se intensificar.

Mas os Países que integram os BRICS avançaram na contramão dessa maré da grande recessão mundial apesar de sofrerem as consequências da debacle estrutural do capital reduzindo o crescimento nos últimos anos.

No contrafluxo dessa crise sistêmica, à visível decadência dos Estados Unidos como potência hegemônica imperial, cujo moto contínuo passou a ser a promoção de guerras de rapina por riquezas naturais ou de natureza geopolítica, elevou-se o anseio de nações emergentes em defesa de outra ordem global multilateral, democrática.

As eleições presidenciais realizam-se de um lado com a volúpia insaciável do capital especulativo num mundo financeiramente exaurido, de outro, a luta dos povos pela transição a uma nova página na História.

A candidatura de Aécio Neves é sinônimo do neoliberalismo ortodoxo, Estado mínimo, do “Mercado” financeiro, de uma mídia oligárquica a ele associada.

A reeleição de Dilma é vetor das mudanças, políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico, investimentos sociais, fortalecimento estratégico do Estado nacional, representa o campo da resistência ao neoliberalismo.

A defesa entusiasta da grande mídia, do capital especulativo, ao candidato Aécio Neves defensor do liberalismo já aplicado nos dois governos de FHC traduz-se como grave retrocesso ao povo brasileiro.

Assim é fundamental intensa mobilização social para a vitória de Dilma em 26 de outubro que tenha como pressuposto a constituição de uma ampla frente nacional, popular, democrática, sem particularismos, em defesa da nação, do desenvolvimento econômico, do progresso social.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Eleições no banquete da natureza

Meu artigo publicado na Gazeta de Alagoas, no Vermelho, na Tribuna do Sertão, no Tribuna do Agreste, no pcdobalagoas.org.br e no Santana Oxente:



A campanha presidencial no País adquiriu contornos de montanha russa até finalmente cristalizar-se em dois campos antagônicos.

As declarações de Marina Silva divulgadas pela grande mídia sobre os mais variados temas não deixam dúvidas sobre o que ela realmente representa, com quem encontra-se alinhada.

O que passa a ser novidade para as grandes maiorias da população é o seu perfil ideológico, programático, com a polarização da campanha na mídia, redes sociais, guia eleitoral gratuito.

Na verdade Marina é partícipe, há vários anos, de uma agenda da governança global, do capital financeiro, difundida através de massiva propaganda midiática, de abrangência mundial.

Marina é conhecida, há um bom tempo, como protagonista do chamado fundamentalismo ambientalista, projetado pela grande mídia como o alfa e o ômega de uma encruzilhada na humanidade.

A questão ambiental é sério e grave problema que atinge as nações mas a ótica fundamentalista que Marina abraça é falsa.

Baseia-se na velha tese colonialista de Thomas Malthus “não há lugar para todos na Terra no banquete oferecido pela natureza”. São os excluídos. Mas o neomalthusianismo em voga tem endereço certo, os Países emergentes.

Visão anacrônica útil às nações ricas a empalmar riquezas naturais, fontes de energia, para frear o desenvolvimento dos BRICS sobre quem pesa a “sentença”: projetos de crescimento econômico, maciços investimentos sociais resultam em graves desequilíbrios ambientais globais.

Assim o ético seria o equilíbrio atual, uma minoria de povos opulentos com alta qualidade de vida e as grandes maiorias do planeta condenadas ao subdesenvolvimento, desesperançadas.

Marina e Aécio Neves, também defendem o ideário neoliberal: “flexibilização” de direitos trabalhistas, privatização do Banco Central, alinhamento à politica externa dos EUA, ajuste fiscal restritivo ao crescimento econômico, a investimentos na infraestrutura, tecnologia etc.

Orientada a explicitar suas alianças viu ruir a sua “nova política” sem partidos e movimentos sociais, vitais ao exercício da soberania popular. Bem ao gosto do capital financeiro.

Os brasileiros vão se convencendo que é fundamental continuar avançando, com o pensamento crítico de cidadãos, travando a batalha eleitoral pela vitória de Dilma Rousseff.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O Brasil e o plebiscito escocês

Meu artigo publicado na Gazeta de Alagoas, no Vermelho, na Tribuna do Sertão, no Tribuna do Agreste, no pcdobalagoas.org.br e no Santana Oxente:


A Escócia realizou um plebiscito para decidir se tornava-se independente do domínio inglês, cujo resultado mostrou que o povo escocês resolveu, por apertada maioria, continuar sob o jugo britânico.

David Cameron, 1o ministro inglês, afirmou que “esse negócio de independência tem se mostrado negativo para quem a reivindica”.

Falso, bastam-nos os exemplos dos Estados Unidos, Índia, Austrália, Canadá, África do Sul, ex-colônias do então poderoso império britânico cujo lema era: o império onde o sol nunca se põe.

Mas na Escócia ganharam os partidários do Não à autonomia, com um festivo bandeiraço, carreata nas ruas de Edimburgo, regada ao legítimo whisky escocês e à excelente cerveja escura de lá.

A Escócia entendeu abdicar, alegremente, da própria soberania, algo só crível nos tempos de domínio do “Mercado” financeiro, da Nova Ordem mundial.

Trata-se de um fato na contramão das lutas pela libertação nacional, social, que se agigantaram no século XX e continuam dramaticamente atuais.

O império britânico ruiu fisicamente mas continua, subalterno aos Estados Unidos, dando as cartas no mundo das finanças especulativas cujas sedes são a City em Londres e Wall Street em Nova Iorque, junto à grande mídia global, maior complexo de comunicação, de subjugação ideológica de todos os tempos.

Daí saem as decisões do capital rentista contra países soberanos, incursões militares pelos continentes, gerando uma das maiores carnificinas da História, definida pelo insuspeito Papa Francisco I como “a Terceira Guerra Mundial de tipo fragmentada”.

São promotores da governança global, da agenda cultural hegemônica via grande mídia e sucursais regionais. Agem  para subverter a autonomia das nações, sua desestabilização, cujo alvo central são os BRICS.

A assaltar riquezas naturais, privatizar Bancos Centrais, destruir conquistas trabalhistas, imiscuir-se na vida política dos Países.

Nas eleições presidenciais do Brasil, Wall Street, a City, têm, abertamente, candidato. Apostam, via grande mídia, até agora, em Marina Silva, que tem laços estreitos com essa agenda econômica, cultural, ideológica.

O povo brasileiro, que nunca teve vocação para vassalagem, abdicação da soberania, deverá travar imensa luta política, eleitoral pela vitória de Dilma Rousseff em 5 de outubro.


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Metamorfoses programáticas

Meu artigo publicado na Gazeta de Alagoas, no Vermelho, na Tribuna do Sertão, no Tribuna do Agreste e no Santana Oxente:


O Brasil é uma nação que tem se defrontado sistematicamente com o desafio de afirmar o seu presente, travando uma luta épica em defesa do seu futuro como processo civilizatório avançado, progressista, singular, herdeiro de uma dolorida, sofrida, jovem trajetória histórica, porém extremamente rica, desbravadora.

Encruzilhada que não é privilégio nosso, existe na maioria dos Países, atropelados por uma involução das esperanças coletivas, individuais semeada pela Nova Ordem mundial.

O Consenso de Washington, que inaugurou a primazia da centralização do capital financeiro, essencial às contrarreformas neoliberais, mergulhou grande parte da humanidade numa espécie de desconstrução dos grandes valores humanistas que surgiram após a catastrófica 2a Guerra Mundial.

O que se tornou hegemônico foi o  “Mercado” financeiro, o fenômeno da grande mídia absolutista, a glorificação da mercadoria, a cultura da celebridade vazia, a apologia ao imediatismo, do aqui, agora, a negação da solidariedade social, individual.

A superação dessa adversidade dá-se através da luta política, a elevação da consciência dos povos oprimidos por brutal concentração social da riqueza em mãos do capital rentista, da grande mídia que não informa, constrói ela própria sua esquizofrênica realidade, cria o fato e a réplica do fato, promove a agenda que convém a esse capital.

A realidade dos BRICS tem sido o principal alento como alternativa, superação dessa extorsão social, econômica, ideológica contra as nações, sociedades. As eleições no Brasil são parte essencial dessa gigantesca peleja.

Assim, a candidatura de Aécio, PSDB, é no fundo, a volta às práticas neoliberais ortodoxas do período de FHC.

Já Marina, vinculada ao fundamentalismo do “Mercado”, insinua-se como o novo no cenário mas representa, publicamente, a velha política do capital financeiro, da grande mídia hegemônica.

Suas metamorfoses programáticas, quase diárias, não são ao acaso, refletem o pragmatismo mais vulgar com vistas a confundir a opinião pública além de contrárias aos interesses nacionais, populares.

Para enfrentar forças tão poderosas, torna-se óbvia, necessária, a crescente, intensa politização da campanha, que fortaleça a organização social decisiva à vitória de Dilma Rousseff  nas eleições de 5 de outubro.